Existe um tipo de atração que as pessoas visitam antes mesmo de chegarem.
Elas já foram lá na infância. Levaram os filhos. Vão levar os netos. Não precisam de convencimento, de promoção ou de campanha para decidir voltar. A memória faz esse trabalho sozinha.
A Aldeia do Papai Noel é assim. Há quase três décadas, o único parque natalino do Hemisfério Sul funciona em Gramado todos os dias do ano, com o mesmo espírito de quando foi criado. Hoje, conduzido pela segunda geração da família, com a mesma convicção que guiou o começo: o Natal não precisa de data para existir.
Essa convicção é, em si, uma lição de marca.
O que significa manter o espírito vivo fora da temporada
A maioria das atrações natalinas existe em novembro e dezembro. Monta a decoração, recebe o fluxo de visitantes, desmonta tudo em janeiro e espera o ano seguinte.
A Aldeia do Papai Noel fez uma escolha diferente desde o início: o Natal o ano inteiro não é uma estratégia de ocupação. É uma declaração de identidade.
Ao escolher manter as portas abertas em julho, em março, em setembro, a Aldeia está dizendo algo muito específico sobre quem ela é. Está dizendo que o que oferece não é uma decoração de temporada. É uma experiência que existe independente do calendário.
Isso exige uma coerência que vai muito além da comunicação. Exige que cada visita, em qualquer mês do ano, entregue o mesmo encanto. Que o Papai Noel esteja lá em agosto com a mesma presença que em dezembro. Que o Bosque Gelado, o Laboratório de Doces e a Oficina de Sonhos façam sentido numa tarde de inverno gaúcho tanto quanto numa manhã de verão.
Consistência não é repetição. É comprometimento com o que a marca prometeu ser.
O que quase três décadas de história constroem
Quando a Veranno começou a trabalhar com a Aldeia do Papai Noel, a pergunta que trouxemos não foi como tornar a atração mais moderna. Foi como fazer a história chegar para quem ainda não a conhecia e como fazer quem já conhecia sentir que queria voltar.
Porque o ativo mais valioso da Aldeia não é a localização privilegiada na Avenida Borges de Medeiros. Não é o trenó com vista panorâmica de Gramado. É a memória afetiva de gerações de famílias que fizeram do passeio uma tradição.
Comunicar isso exige escuta antes de proposta. Exige entender o que foi construído ao longo de décadas antes de sugerir qualquer coisa nova.
Uma marca com quase trinta anos de história carrega em si um patrimônio que nenhuma campanha cria do zero. O papel da comunicação é preservar esse patrimônio e amplificá-lo, não substituí-lo por algo que parece mais atual.
O que isso significa para qualquer negócio
Você não precisa de três décadas de história nem de um parque temático para aprender com a Aldeia do Papai Noel.
Precisa fazer a mesma pergunta que eles responderam ao longo do tempo: o que a minha marca tem que nenhuma outra consegue copiar?
Às vezes é a origem. Às vezes é o processo. Às vezes é a relação construída com o cliente ao longo dos anos. Seja o que for, é esse patrimônio que a comunicação precisa cuidar primeiro.
Marcas que duram não são as que mais aparecem. São as que nunca esqueceram quem são.
E a sua marca, ela já sabe o que não está disposta a abandonar?
Conteúdo desenvolvido a partir da experiência da Veranno com marcas de turismo, eventos e varejo na Serra Gaúcha. Dados de engajamento e performance baseados em relatórios internos de gestão de mídias sociais (mLabs), período 2025–2026.
Redação: Thayse Subtil — Veranno Comunicação
Créditos a foto: Lucas Strey