Tem marcas que tentam construir identidade.
E tem marcas que já nasceram com ela e precisam aprender a contar.
O Hotel Bertoluci é, desde 1993, o primeiro hotel de Gramado fundado por uma família que ainda mora lá. Não como metáfora. Literalmente: os nonnos, os filhos, os netos, circulam pelos mesmos corredores que os hóspedes. O café da manhã é servido com receitas que a Nona guardou por décadas e que não existem em lugar nenhum além daquelas mesas.
Isso é uma experiência que não existe em nenhum outro lugar.
Quando a história existe mas ainda não foi contada
Marcas com histórias muito ricas muitas vezes são as que menos aparecem. A história existe, todo mundo que já se hospedou uma vez sabe, mas ela raramente aparece com clareza em lugar nenhum. Fica guardada no atendimento presencial, no boca a boca, na memória afetiva de quem esteve lá.
A história do Bertoluci não precisava de invenção. Precisava de tradução.
O que significa traduzir uma história em comunicação
Quando chegamos ao Bertoluci, a pergunta que trouxemos não foi “o que vamos falar sobre o hotel”. Foi uma pergunta diferente: o que faz uma pessoa escolher esse lugar em vez de qualquer outro em Gramado?
A resposta estava nos nonnos. No café que cheira a cucas no forno. Na sensação de que, ao entrar ali, você não está num hotel, está na casa de uma família que decidiu receber o mundo.
Esse sentimento tinha nome. Tinha textura. Tinha imagem. Só não tinha ainda uma linguagem visual e verbal que o carregasse para quem ainda não tinha pisado lá.
O trabalho foi esse: transformar o que era experiência presencial em desejo antecipado. Fazer com que a pessoa quisesse estar lá antes de conhecer. Que quando chegasse, já sentisse que estava voltando.
O que as pessoas disseram
O que mais chamou atenção não foi o crescimento de seguidores ou o alcance dos posts. Foi o que as pessoas escreviam nos comentários. Não “que hotel bonito”. Mas “minha avó ficaria apaixonada por esse lugar”. “Parece a casa da minha nona.” “Preciso levar minha mãe aí.”
Isso é o que acontece quando comunicação e identidade falam a mesma língua.
A pergunta que vale para qualquer negócio
Toda empresa tem uma história. A maioria não sabe que tem.
Às vezes está no fundador que ainda trabalha todo dia e sabe o nome de cada cliente. Às vezes está no processo artesanal que poderia ser automatizado mas nunca foi, porque o resultado não seria o mesmo. Às vezes está, literalmente, nos nonnos morando no terceiro andar.
O erro mais comum não é não ter história. É ter e achar que ela não vale ser contada.
Vale. Quase sempre é exatamente ela que a concorrência não consegue copiar.
E a sua marca, ela já sabe qual é a história que só ela pode contar?
Referência: Conteúdo desenvolvido a partir da experiência da Veranno com marcas de turismo, eventos e varejo na Serra Gaúcha. Dados de engajamento e performance baseados em relatórios internos de gestão de mídias sociais (mLabs), período 2025–2026.